quarta-feira, 19 de setembro de 2012

~Sem identidade~

Yoo~ Aí vai o segundo capítulo de Sem Identidade! Hope you enjoy it~

_________________________________________________________________________________


2º Capítulo
No outro dia, Matt acorda e vê Micky sentada na sala de estar:
- O que está fazendo? - Pergunta Matt.
- Escrevendo para passar o tempo.
- Escrevendo o que? Deixe-me ver isso. - Disse Matt pegando o caderno da mão de Micky.
- Hey, me devolva! Isso é invasão de privacidade! - Disse a garota, tentando pegar o caderno da mão de Matt.
- “Micky: Morena; olhos castanhos; 20 anos; 1,70; magra e feia. Matt: Mais ruivo que moreno; olhos azuis escuros; 21 anos; 1,73; magro e lindo”. Como é que é? Eu? Lindo? Você? Feia? Ahahaha. Até parece.
- Para mim você é bonito. - Disse Micky fazendo biquinho de canto de boca.
- Sério que eu sou bonito? Para mim, você que é bonita. - Matt disse isso se aproximando do rosto de Micky.
Os dois corações batendo forte. Matt passa a mão nos longos cabelos de Micky e logo, posiciona a mão no pescoço da jovem. Os lábios quase se encostando e então, para estragar tudo, os dois escutam a campainha.
- Ah, droga, quem seria a essa hora da manhã? Nem são 10 horas ainda. - Disse Matt.
Micky se dirige à porta e a abre e, de cara, vê José, um amigo de infância.
- José?! - Pergunta Micky, assustada.
José cai sobre seu colo, sem falar coisa com coisa.
- Néver maind, hic, ai uil faind, hic, someuane laike iuuuu, hic. *
* Musica de Adele “someone like you”, mas numa versão “bêbada”
- Matt, socorro! - Gritou Micky.
Matt corre para a porta de entrada e ajuda Micky:
- José, levanta cara. Você tá bêbado!
- Matt? Desde quando, hic, você mora, hic, aqui?
- Vem comigo, cara. - Disse o ruivo pegando em um dos braços de José. - Micky, pegue no outro braço dele e me ajude a levá-lo ao sofá.
- Está bem.
Os dois levaram José até o sofá da sala de televisão. Micky trouxe um copo de água para o bêbado e Matt ficou na sala tentando descobrir o que ele estava fazendo lá.
- O que você está fazendo aqui?
- Você é muito direto. - Disse José, que ainda estava bêbado, tentado pegar o copo da mão de Micky.
- Me responda, homem.
- Bem, eu vim aqui, hic, por causa...
José é interrompido pelo telefone. Matt vai em direção ao telefone e atende.
- Pronto.
- A coruja voa a meia noite! A coruja voa a meia noite!
- Quem é?
- Falcão, é o Gavião!
- Gavião? Acho que você ligou por engano.
- Quem é Matt? - Pergunta Micky.
- É um tal de Gavião.
- Gavião? Passe-me agora o telefone! - Ordenou Micky.
Matt entrega o telefone à mão de Micky.
- Gavião? Gavião, o que aconteceu?
- A coruja voa a meia noite. - Diz a voz no telefone, cada vez mais fraca.
- Gavião, me responda Gavião! - Gritava Micky ao telefone.
Nada mais dizia a voz, o silêncio tomou conta do telefone e então, tomou conta da sala de estar. Micky desligou o telefone e então começou a chorar e fazer um escândalo pela sala, quebrando quase tudo que via pela frente.
- Micky, Micky para! O que aconteceu? - Dizia Matt tentando acalmá-la.
Micky se jogou nos braços de Matt chorando como uma “cachoeira”. O rapaz a abraçou e começou a acariciar sua cabeça.
- O que aconteceu? - Perguntou José.
O ruivo olhou para José fazendo um sinal com os olhos para ele ficar quieto e não comentar sobre esse assunto.
- José, volte pra sua casa e depois eu vou falar com você.
- Tá.
O bêbado foi embora e Matt levou a garota até o quarto, onde lá tinha uma cama de casal e uma de solteiro. Ele a deitou sobre a cama e sentou ao seu lado. Micky pegou no sono e enquanto dormia, cochichava repetidamente a palavra “não”. O garoto deitou ao seu lado e a abraçou em forma de “conchinha”. Horas depois, Micky acorda e encontra Matt abraçando-a. Ela acorda Matt, que também havia pegado no sono pouco depois dela.
- Matt?
- Micky? Está melhor?
- É... Mais ou menos.
- Pode me dizer o que aconteceu? Mas se não quiser, não precisa.
- Tudo bem, para você eu conto. Gavião era meu pai, e ele sempre me chamava de Falcão. Ele passou uma mensagem para mim “a coruja voa a meia noite” que significava que ele foi baleado. Ele me ajudava com alguns assaltos. Nossa família sempre foi meio pobre, você sabe, né?
- Sei.
- Então, desde pequena, eu roubava para ajudar minha família. Ia à padaria roubar pão, essas coisinhas simples. Mas essa coisa de assaltar acabou se tornando uma coisa especial para mim, como seu vício por cigarros, até que um dia, minha mãe e meu irmão mais velho foram presos e só sobramos eu e meu pai.
- Entendo, não precisa mais contar, j-já entendi.
- Ah, tá bom.
- Mas... Uma pergunta. Como estão seu irmão e sua mãe?
- Ainda estão presos.
- Oh, I see.*
*Ah, eu entendo.
Uma lágrima escorreu pelo rosto de Micky e então, em seguida, Matt secou essa lágrima e disse:
- Acabou de abrir uma loja de eletrônicos, quer ir lá?
- Ah, tá, pode ser. Mas... E o Camaro? O que aconteceu com ele?
- Mandei José ir buscá-lo.
- Ah...
Nesse momento, se escuta a buzina de seu Camaro amarelo.
- E ele acabou de chegar. - Disse Matt.
Os dois correram para o carro, entram e foram direto para a loja. Chegando lá, abriram o porta-luvas do carro e pegaram duas armas e esconderam-nas no bolso do casaco.
- Vamos. - Disse Micky.
Entraram na loja e começaram a olhar os produtos. Sem perceberem, haviam policiais disfarçados de clientes, pois aquela loja era só uma armadilha para pegá-los, mas ao mesmo tempo não era. A loja acabou de ser inaugurada e, como os policiais são espertos, sabiam que eles iriam para lá. Uma das vendedoras foi para Matt e perguntou:
- Posso ajudá-lo, senhor?
- Ah não, obrigado só estou olhando. Qualquer coisa, eu te chamarei, okay? - Disse Matt piscando com um olho para a vendedora, conquistando-a com seu charme.
- Ah sim. - Disse ela com cara de boba apaixonada pela beleza do ruivo.
Micky foi até Matt e mostrou um dos aparelhos de celulares mais caros que tinha. Era o Iphone 4. A polícia começou a observar o que os dois fariam. Os dois jovens colocaram o Iphone no bolso da calça e foram olhar mais coisas. Um policial olho para o outro, fazendo um comando mandando, esse que foi olhado, ir para os fugitivos. Esse policial foi até eles e falou “Você dois estão presos” e então, o ruivo e a morena olharam para trás, viram a polícia e saíram correndo, foram para fora da loja a procura de seu Camaro, mas ele não estava mais lá, já havia sido apreendido pela polícia.
- Vamos! Até o fim da rua! - Disse Matt.
- Sim, vamos.
Começaram a correr até o fim da rua, mas viram viaturas então foram correndo até o outro lado e aconteceu o mesmo incidente, viaturas apareceram.
- Foi tudo um plano! - Gritou Micky.
- Ah não. - Disse Matt.
Policiais os cercaram e apontaram as armas para os dois jovens.
- Rendam-se. - Disse um dos policiais.
- Vamos com calma, meu amigo. Nós iremos contar tudo a vocês. - Disse Matt.
- Matt, é melhor não fazer nada, eles estão armados. - Disse Micky.
- Venham. - Disse outro policial, algemando-os.
- Não vou permitir isso! - Gritou Matt.
Os policiais apontaram as armas principalmente para Matt.
- Matt, pelo amor de Deus, já era, desista, são dez contra dois.
- Não, não vou desistir. Muito menos se for para perder o meu amor.
- Matt...
- Micky, eu te amo.
- Parem de papo furado, agora! - Ordenou um dos policiais, enquanto algemava Matt e Micky.

Nenhum comentário:

Postar um comentário